{"id":5530,"date":"2021-10-14T08:46:17","date_gmt":"2021-10-14T11:46:17","guid":{"rendered":"https:\/\/mojo.org.br\/loja\/?post_type=product&#038;p=5530"},"modified":"2026-03-01T12:47:00","modified_gmt":"2026-03-01T15:47:00","slug":"coracao-das-trevas","status":"publish","type":"product","link":"https:\/\/mojo.org.br\/loja\/produtos\/coracao-das-trevas\/","title":{"rendered":"Cora\u00e7\u00e3o das trevas"},"content":{"rendered":"<p>Leia um trecho:<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u2014 Deixei o espectro de seus dons finalmente descansar com uma mentira \u2014 ele come\u00e7ou de repente. \u2014 Jovem? Qu\u00ea? Eu disse uma jovem? N\u00e3o! Ela n\u00e3o faz parte da hist\u00f3ria, absolutamente. Elas, quero dizer, as mulheres, ficam fora disso. Ou pelo menos deveriam. Devemos ajud\u00e1-las a se manterem naquele lindo mundo que \u00e9 s\u00f3 delas, mesmo que o nosso piore exatamente por essa raz\u00e3o. Ah, ela devia ter ficado de fora disso. Eu podia ouvir o cad\u00e1ver desenterrado do sr. Kurtz dizendo: \u201cMinha Prometida\u201d. Nessa hora voc\u00ea teria percebido claramente o quanto ela estava deslocada dali. E a grande testa do sr. Kurtz! Dizem que o cabelo \u00e0s vezes continua crescendo, mas aquele\u2026 h\u00e3\u2026 esp\u00e9cime era de uma calv\u00edcie impressionante. A natureza havia tocado em sua cabe\u00e7a e, vejam, era como uma esfera, uma bola de marfim. Ela o havia acariciado e \u2014 <i>bang!<\/i> \u2014 drenado tudo. Ela o havia tomado, amado, abra\u00e7ado, entrado em sua corrente sangu\u00ednea, consumido sua carne e lacrado sua alma para si por meio de cerim\u00f4nias inconceb\u00edveis de inicia\u00e7\u00e3o diab\u00f3lica. Ele era seu favorito: mimado e mal-acostumado. Marfim? Acho que sim. Montes de marfim, pilhas de marfim. A velha cabana de barro estava prestes a explodir de tanto marfim. Parecia imposs\u00edvel que sequer uma presa, acima ou abaixo do solo, em todo o continente, tivesse escapado. \u201cA maior parte \u00e9 f\u00f3ssil\u201d, observou o Gerente, desdenhoso. N\u00e3o era mais f\u00f3ssil do que eu, mas chamavam de f\u00f3ssil quando as tiravam de sob a terra. Parecia que aqueles negros \u00e0s vezes enterravam as presas, mas era evidente que n\u00e3o haviam enterrado seu tesouro t\u00e3o profundamente a ponto separar o talentoso sr. Kurtz de sua sina. Carregamos o vapor com essa carga e tivemos de fazer pilhas no conv\u00e9s. E assim ele nos acompanhou com prazer, pelo menos enquanto p\u00f4de, pois a gratid\u00e3o por esse favor ficou gravada em seu ser at\u00e9 o final. Voc\u00eas precisavam v\u00ea-lo dizer \u201cmeu marfim\u201d. Ah, sim, ele dizia. \u201cMinha Prometida, meu marfim, minha esta\u00e7\u00e3o, meu rio, meu\u2026\u201d, tudo pertencia a ele. Eu at\u00e9 imaginava que logo ouviria a vastid\u00e3o disparar uma inacredit\u00e1vel gargalhada trovejante que tiraria at\u00e9 mesmo as estrelas de suas \u00f3rbitas. Tudo pertencia a ele, mas aquilo n\u00e3o passava de ninharias. O importante era saber a quem <i>ele<\/i> pertencia, quantas for\u00e7as sombrias disputavam o poder sobre ele. \u00c9 o tipo de pensamento que nos faz estremecer por completo. Era imposs\u00edvel \u2014 e nem nos faria bem \u2014 tentar decifrar isso. Ele havia galgado seu lugar entre as altas castas dos dem\u00f4nios do continente, e digo isso literalmente. Voc\u00eas nunca compreenderiam. Seria imposs\u00edvel. Com solo firme sob seus p\u00e9s, cercados por gente amiga que os sa\u00fadam e os reconhe\u00e7am, caminhando tranquilamente entre o a\u00e7ougueiro e o policial, no sagrado terror dos esc\u00e2ndalos, das forcas e dos hosp\u00edcios\u2026 como imaginar uma regi\u00e3o espec\u00edfica das eras primitivas onde p\u00e9s humanos livres nos conduzem pela seara da solid\u00e3o\u2026 a mais completa solid\u00e3o, sem qualquer policial, no caminho do sil\u00eancio \u2014 completo sil\u00eancio, onde n\u00e3o h\u00e1 a voz de advert\u00eancia de um gentil vizinho que sussurra qual decis\u00e3o o homem comum deveria tomar? Esses detalhes fazem toda a diferen\u00e7a. Quando n\u00e3o h\u00e1 nada, \u00e9 preciso se apoiar em sua for\u00e7a interior, em sua capacidade de acreditar em algo. Obviamente \u00e9 poss\u00edvel ser tolo o bastante para se equivocar, ser tolo demais at\u00e9 para entender que est\u00e1 sendo consumido pelas for\u00e7as das trevas. Acredito que nenhum tolo jamais barganhou sua alma com o diabo. N\u00e3o sei dizer se isso acontece porque o tolo \u00e9 tolo demais ou o diabo \u00e9 diabo demais. Ou talvez a criatura seja t\u00e3o tremendamente superior que n\u00e3o possa ser ao mesmo tempo surda e cega aos sinais vindos do c\u00e9u. E ent\u00e3o se a terra se torna meramente um lugar de espera\u2026 e se isso acaba sendo uma vit\u00f3ria ou uma derrota, n\u00e3o me arrisco a julgar. Mas a maioria de n\u00f3s n\u00e3o \u00e9 nem um nem outro. A terra \u00e9 o local onde vivemos, onde nos defrontamos com vis\u00f5es, sons, aromas e, tamb\u00e9m \u2014 por J\u00fapiter! \u2014, a podrid\u00e3o do hipop\u00f3tamo morto, por assim dizer, sem sermos contaminados. E ent\u00e3o, percebem? Seu poder desperta a f\u00e9 em sua habilidade de cavar tocas mundanas e enterrar coisas nelas\u2026 seu poder de devo\u00e7\u00e3o, n\u00e3o a si pr\u00f3prio, mas a algum trabalho obscuro e \u00e1rduo. E isso j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil o bastante. Veja, n\u00e3o estou procurando desculpas ou explica\u00e7\u00f5es. Estou apenas tentando entender a\u2026 a\u2026 sombra do sr. Kurtz. Aquele fantasma ne\u00f3fito vindo dos confins de Lugar Nenhum me agraciou com sua impressionante confian\u00e7a, antes de finalmente desaparecer por completo. Isso porque ele podia falar ingl\u00eas comigo. O Kurtz original havia tido uma parte de sua educa\u00e7\u00e3o na Inglaterra e \u2014 como ele teve a bondade de reconhecer \u2014 seus apre\u00e7os permaneceram no lugar correto. Sua m\u00e3e era metade inglesa e seu pai metade franc\u00eas. Toda a Europa contribu\u00edra na constru\u00e7\u00e3o de Kurtz e, vagarosamente, aprendi que, muito apropriadamente, a Sociedade Internacional para Banimento dos Costumes Selvagens o havia incumbido de produzir um relat\u00f3rio para futura refer\u00eancia. E, de fato, ele o havia escrito. Vi com meus pr\u00f3prios olhos. Eu o li. Era envolvente, vibrante em sua eloqu\u00eancia, mas acredito que um tanto exagerado. \u00c9 minha opini\u00e3o. Ele encontrou tempo para redigir dezessete p\u00e1ginas em letras mi\u00fadas! Mas aquilo deve ter sido antes de, digamos, seus nervos terem se degenerado e o levado a presidir certas dan\u00e7as \u00e0 meia-noite, regadas a ritos indescrit\u00edveis que, por mais que eu relute diante das narrativas que ouvi, eram oferecidos a ele mesmo\u2026 entendem? Rituais de oferendas ao pr\u00f3prio Kurtz. Contudo, era uma bela obra. O par\u00e1grafo de abertura, por\u00e9m, \u00e0 luz da informa\u00e7\u00e3o posterior, agora me parece sinistro. Ele come\u00e7a com o argumento de que os brancos, do ponto de vista do desenvolvimento alcan\u00e7ado, \u201csem d\u00favida devem parecer a eles [os selvagens] seres sobrenaturais. Somos percebidos por eles como entidades poderosas\u201d e assim por diante. \u201cCom o simples exerc\u00edcio de nossa vontade podemos empreender um poder ben\u00e9fico praticamente ilimitado\u201d etc. Daquele ponto em diante ele se exaltava e me encantei. O discurso era magn\u00edfico, embora dif\u00edcil de me lembrar, entendem? Tive a sensa\u00e7\u00e3o de uma Imensid\u00e3o ex\u00f3tica regida por uma augusta Benevol\u00eancia. Aquilo me entorpeceu com entusiasmo. Havia ali um poder de argumenta\u00e7\u00e3o alarmante, suas palavras eram palavras nobres em ebuli\u00e7\u00e3o. N\u00e3o havia dicas pr\u00e1ticas interrompendo a m\u00e1gica sucess\u00e3o de frases, exceto uma esp\u00e9cie de nota no rodap\u00e9 da \u00faltima p\u00e1gina, evidentemente rabiscada muito tempo depois, em uma caligrafia tr\u00eamula, que poderia ser vista como a explica\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo. Era muito simples e, ao final daquele apelo emocionado a todos os sentimentos altru\u00edstas, causava um fervor luminoso e aterrorizante, como o brilho de um rel\u00e2mpago no c\u00e9u calmo: \u201cExterminar todos os selvagens!\u201d. O curioso era que ele aparentemente havia se esquecido completamente daquele importante p\u00f3s-escrito porque, algum tempo depois, quando ele aparentemente voltou a si, repetidas vezes me rogou que tomasse conta do \u201cmeu manifesto\u201d (como se referia a ele), como se tivesse certeza de que no futuro ele teria alguma influ\u00eancia sobre sua carreira. O manuscrito trazia informa\u00e7\u00f5es completas sobre todas essas coisas e, al\u00e9m do mais, como acabou ocorrendo, fiquei incumbido de preservar sua mem\u00f3ria. J\u00e1 fiz tanto para preservar essa mem\u00f3ria que conquistei o direito de, caso seja minha vontade, deposit\u00e1-la para seu descanso eterno na lata de lixo do progresso, entre tantos outros dejetos e, por assim dizer, todas as v\u00edtimas da civiliza\u00e7\u00e3o. Mas, entendam, n\u00e3o posso fazer isso. Ele n\u00e3o ser\u00e1 esquecido. O que quer que ele tenha sido, n\u00e3o foi um homem comum. Ele tinha o poder de encantar e aterrorizar almas rudimentares a ponto de dan\u00e7arem em sua homenagem. Ele tamb\u00e9m era capaz de preencher as pequenas almas dos peregrinos com desconfian\u00e7as amargas. Ele tinha ao menos um amigo fiel, e conquistou uma alma neste mundo que n\u00e3o era nem primitiva nem maculada pelo ego\u00edsmo. N\u00e3o, n\u00e3o posso esquec\u00ea-lo, embora eu n\u00e3o seja capaz de afirmar que ele fosse exatamente merecedor das vidas que perdemos para chegar at\u00e9 ele. Eu sentia uma tremenda falta de meu falecido timoneiro \u2014 j\u00e1 sentia mesmo quando seu corpo ainda jazia na ponte de comando. Talvez voc\u00eas achem um tanto estranho esse sentimento por um selvagem que n\u00e3o passava de um gr\u00e3o de areia em um Saara negro. No entanto, percebam que ele havia feito sua parte, havia manobrado. Por meses ele me serviu, me ajudou como uma ferramenta. Era uma esp\u00e9cie de parceria. Ele manobrava, eu cuidava dele, me preocupava com suas limita\u00e7\u00f5es e assim um la\u00e7o sutil fora criado. Um la\u00e7o cuja exist\u00eancia s\u00f3 percebi quando foi rompido. A profundidade \u00edntima daquele olhar dirigido a mim no momento em que foi ferido ainda vive em minha mem\u00f3ria, como um chamado fraterno e distante proferido em um momento supremo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Envio imediato!<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em>Cora\u00e7\u00e3o das trevas \u00e9\u00a0<\/em>talvez a an\u00e1lise mais profunda j\u00e1 feita sobre a comunica\u00e7\u00e3o intercultural e seus poss\u00edveis resultados; a rela\u00e7\u00e3o dominador\u00a0<em>versus\u00a0<\/em>dominado se inverte e se subjetiva nesta obra que relata a viagem do jovem Charles Marlow ao cora\u00e7\u00e3o do continente africano.<\/p>\n<h2>Esta edi\u00e7\u00e3o conta com o rar\u00edssimo conto seminal de Conrad,\u00a0<em>Um posto avan\u00e7ando do progresso,\u00a0<\/em>de 1897, percebido pela cr\u00edtica como um \u201censaio\u201d para a cria\u00e7\u00e3o de sua mais famosa novela,\u00a0<em>Cora\u00e7\u00e3o das trevas.<\/em><\/h2>\n<p>A longa jornada rumo \u00e0s esta\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o de marfim da Companhia \u00e9 regada de relatos sobre Kurtz, o homem mais respeitado dentre os europeus em territ\u00f3rio virgem. Al\u00e9m de s\u00e1bio e justo, Kurtz \u00e9 quem gerencia a maior parcela da produtividade da empresa. Meses se passam at\u00e9 que Marlow finalmente se livre dos ecos e mitos sobre Kurtz e o conhe\u00e7a pessoalmente. O que se v\u00ea n\u00e3o \u00e9 mais um homem civilizado cuja vis\u00e3o \u00e9 levar o progresso e a ci\u00eancia aos nativos e criar na \u00c1frica um novo p\u00f3lo de desenvolvimento, mas algu\u00e9m que foi completamente transformado pelo inferno verde. A selva consumiu sua civilidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da opress\u00e3o dos colonizadores, que subjugam os nativos como animais, jogando com suas vidas, Marlow percebe tamb\u00e9m que os costumes locais n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o b\u00e1rbaros como supunha. A pr\u00e1tica do canibalismo, por exemplo, se mostra menos agressiva do que o incentivo dos europeus para que as m\u00e3os dos escravos negros sejam amputadas quando n\u00e3o cumprem as metas de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de Marlow sobre Kurtz implode em determinado momento em um misto de revela\u00e7\u00e3o e l\u00f3gica: a mentalidade cat\u00f3lica de que o homem deve domar a natureza \u00e9 esfacelada pela grandeza da selva e os efeitos f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos que causa aos intrusos despreparados. Como logo no in\u00edcio, quando Marlow ridiculariza um navio franc\u00eas bombardeando a muralha verde.\u00a0Os brancos, com seus equipamentos tecnol\u00f3gicos e deturpada civilidade nada podem diante da realidade em que se encontram. Marlow v\u00ea mais humanidade nos nativos do que no enaltecido Kurtz.<\/p>\n<p>Assim como atualmente as guerras internacionais passaram a ser travadas nos ambientes digitais, continuam os abusos de civiliza\u00e7\u00f5es e culturas sobre as outras menos atentas, embora de maneira menos vis\u00edvel. A tomada de territ\u00f3rios e a explora\u00e7\u00e3o brutal de seus habitantes permanece intacta no s\u00e9culo 21.<\/p>\n<p><strong>Capa + jaqueta em couch\u00e9 300g\/m2<\/strong><\/p>\n<p><strong>14 x 21 cm, 160 p\u00e1ginas, papel P\u00f3len<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o de Lab Pub<\/strong><\/p>\n<p><strong>Capa de Fabio Cobiaco<\/strong><\/p>\n","protected":false},"featured_media":5899,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"pwb-brand":[],"product_brand":[],"product_cat":[15,162,158],"product_tag":[108,35,113,112,110,138,107,111,32,109],"class_list":{"0":"post-5530","1":"product","2":"type-product","3":"status-publish","4":"has-post-thumbnail","6":"product_cat-livros","7":"product_cat-impresso","8":"product_cat-terra-incognita","9":"product_tag-africa","10":"product_tag-antropologia","11":"product_tag-apocalipse-now","12":"product_tag-apocalypse-now","13":"product_tag-classico","14":"product_tag-congo","15":"product_tag-conrad","16":"product_tag-coppola","17":"product_tag-sociologia","18":"product_tag-terra-incognita","19":"product_shipping_class-impressos","21":"first","22":"instock","23":"purchasable","24":"product-type-simple"},"brands":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mojo.org.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/product\/5530","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mojo.org.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/product"}],"about":[{"href":"https:\/\/mojo.org.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/types\/product"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mojo.org.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5530"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mojo.org.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5899"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mojo.org.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5530"}],"wp:term":[{"taxonomy":"pwb-brand","embeddable":true,"href":"https:\/\/mojo.org.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/pwb-brand?post=5530"},{"taxonomy":"product_brand","embeddable":true,"href":"https:\/\/mojo.org.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/product_brand?post=5530"},{"taxonomy":"product_cat","embeddable":true,"href":"https:\/\/mojo.org.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/product_cat?post=5530"},{"taxonomy":"product_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mojo.org.br\/loja\/wp-json\/wp\/v2\/product_tag?post=5530"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}