Zero-Click Government
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O Estado sabe quando você nasceu, onde mora, quando perdeu o emprego. Mesmo assim, no momento em que você mais precisa dele, é você quem deve procurá-lo, provar quem é, preencher formulários e aguardar. Este livro investiga por que o poder público insiste em chegar atrasado à vida das pessoas, mesmo quando já dispõe da informação necessária para agir antes.
Gustavo Maia fundou o Colab em 2013, após visitar uma comunidade de palafitas no Recife, onde famílias esperavam do Estado algo além de promessas eleitorais. Mais de uma década trabalhando com governos no Brasil e no mundo mostrou que o problema não é mais tecnológico: é uma escolha institucional. O Estado prefere apenas reagir quando poderia antecipar, e essa reatividade penaliza justamente quem tem menos recursos para insistir.
Zero-Click Government propõe uma inversão: organizar a ação estatal a partir dos eventos que marcam a vida das pessoas — nascimento, perda de renda, doença, envelhecimento — usando dados, inteligência artificial e infraestrutura pública digital para que os direitos cheguem sem que o cidadão precise lutar por eles. O livro examina as condições, os riscos e os limites dessa transição, sem ingenuidade tecnológica e sem resignação diante do modelo atual.
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Descrição
A repercussão e o aplauso internacional para o conceito Zero-Click Government
“O argumento em favor de um governo proativo, antecipatório e respeitoso do cidadão raramente foi feito com tanta competência quanto nestas páginas.”
— AARON MANIAM, diretor e pesquisador de Práticas do Programa de Educação em Transformação Digital na Blavatnik School of Government, na Universidade de Oxford
“Gustavo enfatiza que a ação antecipatória opera em condições de incerteza e que erros são inevitáveis. Mas a maioria das instituições públicas não trata o erro como informação.”
— BETH NOVECK, professora na Northeastern University e diretora do The Governance Lab, Deputy CTO da Casa Branca na administração Barack Obama
“Alicerçado em experiência prática e em uma paixão genuína pelo impacto público, este livro nos lembra que inovação só importa se melhora significativamente a vida das pessoas. ”
— KELLY OMMUNDSEN, chefe de Inclusão Digital, GovTech e Inovação Regulatória e Membro do Comitê Executivo do Fórum Econômico Mundial
Mauricio simoes –
Não posso avalair após a leitura farei uma valiação
ramon.porto (comprador verificado) –
Ainda não li Zero-Click Government, de Gustavo Maia. Acabei de encomendar o livro em pré-lançamento, então esta não é uma resenha, mas uma primeira avaliação da tese pública que o autor vem desenvolvendo: a passagem de um Estado reativo, baseado em pedidos, formulários e comprovações repetidas, para um Estado mais proativo, apoiado em dados, inteligência artificial e infraestrutura pública digital.
A ideia me interessa especialmente porque dialoga com uma pesquisa em desenvolvimento: HIDRA, uma proposta de Infraestrutura Pública Digital Ambiental para governança e financiamento de Serviços Ambientais Hídricos. No campo da gestão das águas, muitas vezes o território já entregou valor ambiental (uma nascente protegida, uma área restaurada, uma prática conservacionista implementada) mas o reconhecimento, a validação e o pagamento ainda percorrem fluxos lentos, fragmentados e burocráticos.
A conexão que vejo é direta: se o governo proativo busca reconhecer eventos de vida antes que o cidadão precise enfrentar a burocracia, uma governança ambiental proativa poderia reconhecer eventos ecológicos relevantes antes que a degradação avance ou que o valor devido ao território se dilua no processo administrativo.
Levo essa pergunta para a leitura do livro: como desenhar infraestruturas públicas digitais capazes de antecipar necessidades sem reduzir participação, transparência e controle social? No caso da HIDRA, usar tecnologia não para substituir a governança, mas para fortalecer a capacidade pública de reconhecer, verificar e financiar a regeneração no tempo certo, talvez seja a fronteira mais importante.